De toda a dificuldade do ser humano, a procura de alguém cujo objectivo seja comummente a partilha de algo especial e a busca da iniciativa da vontade do conhecimento mútuo, presencia-se como a mais árdua tarefa inerente a toda a comunidade. Com todo o entrave e agnosticismo, a acção flúi no sentido oposto à consequência, pois a idealização é sempre perfeita e a vocação do inesperado é assídua. Obviamente que a reflexão é simplesmente um sufixo do conceito final, apenas premunido pelo especular e pelo viver e sentir. Balanço final de toda a história, é o segmento regular da aprendizagem adquirida, troféu malévolo que faz parte do ser e se torna cicatriz escondida que se manterá eterna.
Difícil é adorar, perspectivar sentindo algo que afecta a acção e o pensar, cativação de sentimentos e atenções que torna tudo especial e belo. O que faz da sua existência momento raro, necessário ao complementar do ser humano. Sim… adorar…
Devido à sua dificuldade, é sempre explosiva a ocasião da sua ocorrência na qual o sentimento se manifesta após procura infrutífera, simplesmente porque nem todo o sentimento é fácil de despoletar. Torna-se algo tempestivo, gracioso que jorra sensações singulares que formatam o dia-a-dia tornando-o algo gratificante e cada vez mais apaixonante. Queremos adorar, mas nem sempre é possível, porque é algo que surge espontaneamente… o que o torna magnifico.
Perfeição, é a noção primária que emerge neste conflito de conhecimentos mútuos que vão surgindo na adoração. O olhar, o tocar, o acreditar e o falar tornam-se em complexos de requinte que fomentam cada vez mais o sentimento, simplesmente porque ainda não há noção daquilo que realmente somos e o que a adoração é. Desconhecimento do abstracto mais cativante: o defeito.
A partir desse ponto, realiza-se que a adoração não está presente na fama, na beleza, na bondade, na afectividade, mas sim naqueles detalhes, nas falhas mais graves e lisonjeiras, simplesmente porque não são visíveis aos olhos de todos, é característica exclusiva do ser alvo da adoração e que o define. Tornamo-nos amantes dos defeitos, do que mais parece magoar e da possível causa de afastamento, que simplesmente se torna num antagonismo que justifica a paixão.
Mas toda a adoração envolve as suas exigências, próprias de qualquer intenção que faculte felicidade. Respeito, confiança, sabedoria e paixão. Estamos dispostos a ser nós próprios e a exteriorizar o nosso profundo, a nossa vivência e o talismã que apenas nos iria tornar alvo de adoração profunda ou algo mais. Mas tal exigência só se manifesta com o cumprimento de outra exigência: a instância da veracidade de tudo que o alvo de adoração viabiliza e sobretudo da confiança que ele transmite. Não se pode esperar a sua realização, mas sim procurar.
O maior teste surge nesta fase, é o complementar da justificação da adoração. Procura-te e procura-a…
Chegamos a uma altura em que tudo o que recebemos apenas assusta e fomenta um medo e receio que leva a seguir caminhos que evitem consequências a curto prazo, caminhos esses que levam a pensar como agir e que evitam de ser como somos, mentimos na acção porque receamos o que nos dão, provavelmente porque nunca procurámos e limitámo-nos a esperar. O ser humano deve limitar-se a existir e não a pensar, porque evita a sua natureza.
Talvez bastasse algo do alvo de adoração que premunisse a procura, e seria esse pequeno factor, gesto invisível que se tornaria pilar de sustento daquilo que ruiu. E talvez tudo fosse diferente… Por isso o ser humano deve procurar e não esperar, porque se tornaria numa intemporalidade viciosa e destrutiva sem possibilidade de evolução.
E no fim, imensas intenções e vontades borbulham nesse forno de conceitos que me caracterizam. Mas que são ilusões notórias da falta de carácter, de vontade e de definição da pessoa e do alvo de adoração. Ilusões que modificam, e viçam a postura de encarar o sentimento e de perder receios e ganhar medos. É a típica característica humana: atribulação da inconstância do sentir/agir artificiado por quem é especial…
atao rapaz ta td bem? k tens feito???